Brasil registra aumento de mortes de Câncer e AVC

Igor Juan

21 de abril de 2021
Atualização:21 abr 2021 às 11:42

É fato que a Covid-19 foi a doença que mais matou brasileiros em 2020. Mas, desde o ano passado, vários cientistas vêm notando o crescimento de óbitos de doenças tão perigosas quanto, como o câncer e o AVC, que mataram mais de 55 mil pessoas.

Isso se deve ao fato de que, com as medidas de isolamento social e com o medo de pegar a Covid-19, muitas pessoas tem deixado de ir ao médico, para realizar exames que são muito essenciais para detectar outras doenças perigosas para o nosso corpo.

A superlotação dos hospitais também é algo que preocupa. Como a pandemia está fora de controle no Brasil, não há leitos disponíveis para pacientes que sofrem de câncer ou AVC, ou outras doenças graves, pois todos estão sendo direcionados a apenas atenderem pacientes com a Covid-19.

Câncer é a segunda doença que mais mata depois da Covid

Todo esse contexto faz com que o número de mortes de pessoas com câncer que tiveram seu tratamento interrompido aumente muito, se tornando a segunda doença mais letal no Brasil, justamente atrás do coronavírus. Vários oncologistas estimam que o número de casos dessa doença passe dos 50 mil só neste ano.

Outras doenças que podem surgir se não forem descobertas com antecedência são as cardiovasculares, como hipertensão, infarto, arritmia e aneurisma na aorta abdominal. Por conta disso, os médicos recomendam que, mesmo nesses tempos de pandemia, é imprescindível que as pessoas continuem a ir ao médico. 

E é justamente por isso também que profissionais de Saúde que não trabalhem diretamente com a pandemia serem vacinados primeiros, para garantir não só a Saúde deles, mas também que eles continuem trabalhando na detecção dessas patologias.

Outro fator preocupante é que o número de pessoas que estão buscando, ou estão fazendo sessões de quimio e radioterapia caíram quase 50% no Brasil, por dois motivos, primeiro porque muitas pessoas optaram suspender o tratamento, por medo de se contaminarem com a Covid-19, ou pelas decisões dos Estados e Municípios, que em vários momentos nesta pandemia precisaram fechar algumas clínicas, para impedir que as pessoas saiam de casa.