Coronavac é eficiente em intervalos maiores segundo pesquisa

Igor Juan

12 de abril de 2021
Atualização:12 abr 2021 às 10:57

Já sabemos que a Coronavac, vacina chinesa contra a Covid-19, é 50,7% eficaz em casos leves, 78% para casos moderados e 83,7% para casos graves.

Entretanto, os cientistas que estudam a vacina descobriram, em estudo realizado neste domingo (11), que a eficácia da Coronavac aumenta consideravelmente, se o intervalo entre a primeira e a segunda dose for maior.

Via de regra, ao Instituto Buntantã recomenda que o intervalo entre a primeira e a segunda dose sejam de 14 dias. Mas, se esse intervalo de aplicação aumentar, maior a geração de anticorpos.

Sendo assim, o imunizado com a primeira dose pode, se quiser, esperar de 3 a 4 semanas para tomar a segunda dose, ao invés de esperar apenas 2 semanas, como é recomendado.

Inclusive, esse número é mais sentido em pessoas com doenças pré-existentes, como os obesos. De acordo com o Instituo  Pasternak, pessoas obesas tiveram uma resposta imunológica melhor quando tomaram a vacina num intervalo de 21 dias, em relação aos que tomaram em um prazo de 14 dias.

A Coronavac é aplicada em 30 países ao redor do mundo, e é o principal imunizante que é distribuído no Brasil, respondendo à 80% do total de doses, segundo o Buntantã.

Testes contra novas variantes

Os testes feitos com a Coronavac também detectaram que ela também protege, em um prazo maior entre a primeira e a segunda dose, pessoas contra a nova variante da Covid-19, como a de Manaus, por exemplo.

Isso se deve ao fato de que a vacina chinesa foi feita com base no vírus da Covid-19 inativado. A partir disso, ele pode gerar anticorpos que podem combater inclusive as mutações.

Em relação aos efeitos colaterais, eles são os mesmos da vacina contra a Gripe, que são: dor local, febre e um pouco de cansaço. A chance de uma pessoa morrer após tomar a vacina é muito pequena.

O Brasil já vacinou mais de 23 milhões de pessoas com a primeira dose e mais de 7 milhões com a segunda dose. Em São Paulo, 11,74% da população recebeu a primeira dose.