Entenda quais são os dois motivos para a vacinação ”acelerar” em SP

Igor Juan

15 de junho de 2021
Atualização:15 jun 2021 às 14:50

A vacinação em São Paulo começou no dia 17 de janeiro de 2021 e o maior receio do Governo eram em relação às vacinas disponíveis, que nos primeiros meses do ano eram somente a Coronavac. Esse problema seguiu até fevereiro, quando o Estado teve que usar o único imunizante no mercado para vacinar os idosos maiores de 85 anos e Profissionais da Saúde.

A partir do dia 27 de fevereiro até a data de segunda-feira (14), o estoque de vacinas da AstraZeneca foi aumentando aos poucos, nesses últimos 5 meses, permitindo com que a vacinação no Estado acelerasse. Isso permitiu que o Estado ampliasse o público-alvo da Campanha além dos idosos, passando para Profissionais de Segurança Pública, Educação, e Transporte, além de grávidas, puérperas, deficientes e pessoas com comorbidades.

A chegada da vacina da Pfizer, mais recentemente, permitiu também que o Estado terminasse essa vacinação do Grupo de Risco neste final de maio, até o começo de junho.

De ”cenário desolador” a ”esperança em dias melhores”

Essa situação de falta de vacinas sempre foi vista pelo Governador João Dória (PSDB) como motivos de culpar o Presidente Bolsonaro pelos insucessos do Brasil em controlar a pandemia. Em várias entrevistas coletivas, Dória sempre iniciava os discursos clamando pela chegada de vacinas e sempre jogando a culpa no rival político.

Mas, no começo deste mês de junho, a situação da vacinação no Estado, que antes era vista com ”desalento e desespero” sofreu uma reviravolta, quando o Estado fez 2 anúncios impactantes, dizendo que era possível vacinar toda a população adulta do Estado até 31 de outubro, e posteriormente, até a segunda quinzena de setembro, no último domingo (13).

Inclusive, essa guinada positiva até mesmo fez com que Dória, em suas redes sociais, mandasse um aviso para a população, dizendo para ”começarem a planejar as viagens de Verão e passar o Natal com a família”, num aceno claro de que dias melhores estão por vir.

Mas, por que essa mudança foi possível?

Dois fatores explicam essa aceleração ser possível. A primeira delas é o cronograma de entrega de doses do PNI, que já previa que a maior parte da remessa de vacinas de 2021 seria distribuída pelo Ministério da Saúde no segundo semestre para os Estados e que São Paulo estocou parte das remessas enviadas ao longo deste primeiro semestre.

Das 25,7 milhões de doses distribuídas para São Paulo0 neste primeiro semestre, 22,2 milhões foram repassadas para os 645 municípios, deixando uma ”reserva técnica” de 3,5 milhões de doses ainda a serem repassadas. Segundo Regiane de Paula, coordenadora da Campanha de Vacinação no Estado, esse montante será usado para garantir a segunda dose para quem ainda não tomou a primeira.

Inclusive, essas doses de reserva serão usadas nos próximos meses, na população adulta, junto com os novos lotes de vacinas que chegarem para São Paulo. Somente nesta segunda quinzena de junho, o Estado espera vacinar todos os adultos de 40 a 59 anos.