Mulher é encontrada com metade do corpo carbonizado e ainda viva

Igor Juan

17 de abril de 2021
Atualização:17 abr 2021 às 21:58

Uma mulher morreu após sofrer abuso sexual, agressões, e ter  75% do corpo queimado, em Itapevi na Grande São Paulo. Adriana Regina Alves Munhoz, de 45 anos saiu de sua casa, em Cotia cidade próxima, no dia 12 de abril dizendo que iria trabalhar como faxineira, mas não chegou ao destino.

O marido dela, Marcelo Munhoz de 49 anos que é Policial Militar relatou que a esposa sofria de transtornos psiquiátricos e já havia tentado se suicidar devido a dívidas com um agiota.

Desempregada ela ajudava nas despesas de casa com o trabalho de faxineira domiciliar. Na segunda-feira (12), saiu de casa pela manhã dizendo que faria a limpeza de um apartamento na Vila Leopoldina, na zona Oeste de São Paulo, mas não chegou ao destino.

No mesmo dia, por volta das 15h, o marido dela recebeu diversas mensagens enviadas pelo celular de Adriana dizendo:

“Grande, pegamos sua esposa (…) alguém tem que pagar. Vamos dar um sustinho nela. Daqui a pouco você tem notícias dela. Já confessou vários ‘b.o’, agora vamos dar uma surra para aprender”.

No fim da tarde, duas mulheres faziam caminhada próximo a uma área de mata na estrada Rodovia Engenheiro Renê Benedito da Silva, em Itapevi, quando ouviram gritos de socorro. Adriana estava dentro de um córrego, sem roupa, com o corpo queimado.

Adriana chegou a ser levada pelo SAMU para um hospital, mas, com mais de 75% do corpo queimado, não resistiu e morreu. Na ambulância, antes de morrer, ela relatou ter sofrido abuso sexual e agressões físicas, antes de ser queimada com gasolina.

O marido relatou que a esposa sofria de transtornos psiquiátricos e, em fevereiro, chegou a tentar se suicidar por causa de dívidas com um agiota. A Polícia Civil investiga o caso.