Mulher é espancada até a morte pelo marido Mairinque

Redação Folha de S.Roque

4 de setembro de 2021
Atualização:08 set 2021 às 17:23

Uma mulher, inicialmente identificada como Regina, de aproximadamente 35 anos, foi morta na noite de sexta-feira 3 de setembro na comunidade Vila Granada em Mairinque, interior de São Paulo.

De acordo com informações da Polícia Militar, a mulher foi morta pelo seu então companheiro após ser brutalmente espancada.

Não se sabe o que motivou o crime, mas vizinhos acreditam que um desentendimento entre ambos pode ter causado a situação. O crime ocorreu por volta das 21h30 na rua Pai José Sobrinho, e de imediato diversas equipes Policiais foram deslocadas até o imóvel da vítima, mas o autor do crime já havia fugido.

O caso foi registrado como feminicídio na delegacia de Mairinque e deverá ser investigado pela Polícia Civil.

Brasil registra um caso de feminicídio a cada 6 horas e meia

Em meio ao isolamento social, o Brasil contabilizou 1.350 casos de feminicídio apenas em 2020 – um a cada seis horas e meia, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número é 0,7% maior comparado ao total de 2019. Ao mesmo tempo, o registro em delegacias de outros crimes contra as mulheres caiu no período, embora haja sinais de que a violência doméstica, na verdade, pode ter aumentado.
Os casos de homicídio motivado por questões de gênero subiram em 14 das 27 unidades federativas, de acordo com o relatório. Houve crescimento acentuado em Mato Grosso (57%), Roraima (44,6%), Mato Grosso do Sul (41,7%) e Pará (38,95). Em Rondônia, os feminicídios também saltaram de sete ocorrências, em 2019, para 14 no ano passado.
Entre os Estados, Mato Grosso é o que tem a maior taxa de feminicídio, com 3,6 casos por 100 mil habitantes. Na situação inversa, o Distrito Federal é o responsável pelo melhor índice (0,4), seguido por Rio Grande do Norte (0,7), São Paulo (0,8), Amazonas (0,8) e Rio (0,9).
Três a cada quatro vítimas de feminicídio tinham entre 19 e 44 anos. A maioria (61,8%) era negra. Em geral, o agressor é uma pessoa conhecida: 81,5% dos assassinos eram companheiros ou ex-companheiros, enquanto 8,3% das mulheres foram mortas por outros parentes.
Ao contrário dos homicídios comuns, em que há maior prevalência de arma de fogo, as armas brancas foram mais usadas contra as mulheres. Em 55,1% das ocorrências, as mortes foram provocadas por facas, tesouras, canivetes ou instrumentos do tipo.
Já os registros de lesões corporais e de estupros feitos na polícia caíram em 2020. Pelo levantamento, foram notificadas 230.160 agressões contra mulheres – 7,4% a menos em relação ao ano anterior.