Pais devem interferir na escolha da carreira dos filhos?

Igor Juan

14 de junho de 2021
Atualização:14 jun 2021 às 16:10

Historicamente, e isso é uma tradição que os portugueses implementaram no Brasil, desde os tempos do Império, é muito comum que os pais decidissem qual seria a carreira que os filhos seguiriam. Isso se devia a dois fatores: o primeiro eram que as empresas da época eram, em sua maioria, familiares, e naquela época, era normal que o ”patriarca” da família exercesse esse tipo de papel.

Mesmo com a saída da Família Real Portuguesa no Brasil, tal prática persistiu nos séculos XIX e XX, e segue presente até os tempos modernos. Segundo o Linkedin, cerca de 1/4 dos brasileiros entrevistados contam que tomaram a decisão sobre qual carreira seguir com base na opinião dos pais.

Mesmo sendo hábito cultural, pais não deveriam ter poder de decisão nesse assunto

Vários psicólogos afirmam que, mesmo sendo um hábito cultural e histórico do brasileiro, os jovens precisam saber tomar decisões e arcar com as consequências, sejam elas positivas ou negativas. Sendo assim, os pais podem até sugerir a carreira profissional dos filhos, mas sem pressioná-los.

Inclusive, tal prática já está ultrapassada, pois a Cultura Brasileira evoluiu consideravelmente desde o período Imperial, o que não justifica essa ”forçação de barra” por parte dos pais para que os filhos assumam tal cargo profissional.

Outro hábito cultural que precisa ser deixado de lado, principalmente pelos pais e avós que nasceram entre o final do século XIX e começo do século XX (até a década de 1920), é que o sucesso profissional não está no dinheiro que é ganho, mas sim na capacitação e formação dos jovens para o Mercado. E isso é também uma evolução por parte das empresas brasileiras, que estão buscando mais profissionais capacitados e especializados no que fazem, ao invés de só oferecer cargos pois ”o valor do salário é bom”.

Mas o que eles podem fazer?

Dar apoio nessa decisão e acolherem e incentivarem quando houver fracassos. Aliás, eles podem até discordar do cargo desejado pelo filho, mas nunca recriminá-lo por tomar tal escolha. Inclusive, os psicólogos orientam que os jovens procurem tomar a decisão por si mesmos, conversando com professores, profissionais do setor e fazendo testes vocacionais.

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