Quadrilha de tráfico de mulheres é investigada pela PF em Sorocaba

Igor Juan

27 de abril de 2021
Atualização:27 abr 2021 às 14:34

A Polícia Federal de Sorocaba realiza, na manhã desta terça-feira (27), uma operação para combater o tráfico de mulheres, que eram usadas para exploração sexual em outros países, por uma quadrilha de criminosos.

Vários mandados de prisão e busca e apreensão foram expedidos e também a Interpol foi acionada, pois a maioria dos integrantes da quadrilha trabalham fora do Brasil. As investigações começaram desde 2019, com bandidos que aplicavam crimes digitais.

Após essas prisões, foi descoberto que essa quadrilha, além de praticar estelionato, cometiam crime de tráfico de mulheres, levando garotas de programa para terem experiências sexuais no Exterior. Inclusive, as investigações apontam que algumas das prostituas envolvidas eram menores de idade.

Os criminosos também responderão por falsidade ideológica, por apresentarem documentos falsos nas embaixadas de alguns países. Além de Sorocaba, a quadrilha também tinha membros em várias cidades brasileiras.

Um dos principais suspeitos de chefiar a quadrilha foi preso ainda nesta manhã, na capital paulista. O nome de todos os investigados está mantido sob sigilo. Na Espanha, a polícia prendeu a mulher que falsificava os documentos das vítimas. Outros mandados estão sendo feitos nos EUA, Paraguai e Portugal.

Como funcionava o esquema

Nas redes sociais, a quadrilha se passava por representantes de maquiagem e beleza, e agenciavam as vítimas, pedindo que elas colaborassem como garotas de propaganda da falsa empresa. Após ganhar a confiança das vítimas, o aliciamento delas para a rede de prostituição já começava.

Inclusive, os responsáveis por fazer os programas de prostituição e os clientes que contratavam essas garotas já foram indiciados e presos pela PF, em Portugal, como uma mulher que marcava os programas, e em Foz do Iguaçu (PR), como um dos clientes que adquiriram o serviço criminoso.

Todos os envolvidos serão condenados por:

  • favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável;
  • tráfico de mulheres para fins de exploração sexual;
  • falsidade material e/ou ideológica e uso de documento falso;
  • favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual;
  • Rufianismo.